Natural de São Paulo, Marcelo Jordão Marques iniciou sua trajetória na Tecnologia da Informação em 1987. Seu ingresso no setor ocorreu na
Sistec Informática, onde atuou inicialmente como office-boy.
A Sistec, uma software house situada nas adjacências da Avenida Paulista, desenvolvia sistemas em Cobol nos célebres mainframes
Sisco Sistema 10000TC, equipamentos produzidos em solo nacional durante a década de 1980. Movido pelo fascínio tecnológico e por uma curiosidade nata, Marcelo dedicava-se a questionar analistas e programadores enquanto revisava extensas linhas de código impressas em formulários contínuos de 132 colunas, além de auxiliar na operação das rotinas de backup do robusto sistema.
Com o aprimoramento de seus conhecimentos em eletrônica, sua afinidade com hardware e sistemas consolidou-se. Especializou-se em
Basic e Assembler, além de atuar na manutenção de computadores de 8 e 16 bits, acompanhando de perto toda a evolução dos sistemas operacionais.
No início dos anos 90, consolidou-se como programador na linguagem
Clipper. Desenvolveu soluções corporativas e lecionou a linguagem em Mococa, no interior paulista. Por mais de quinze anos, empreendeu no sul de Minas Gerais, prestando serviços de manutenção e consultoria para os setores residencial, empresarial e público.
Entusiasta das linguagens e tecnologias web, busca constantemente compreender os novos rumos da computação. Projetou a computação quântica como tema central de sua tese de mestrado; todavia, esse objetivo foi interrompido em 2017 em virtude da dedicação aos cuidados com sua mãe, que perduraram até o seu falecimento, em 2020.
Atualmente, é o responsável por seu irmão, Jô, por quem assumiu a guarda. E, embora surjam opiniões divergentes, Jô é, genuinamente, seu filho querido — um laço moldado pelas vicissitudes da vida, sob a premissa de que a paternidade reside no ato de criar.